
O Despertar de Eliane
O ar frio da manhã de setembro entra pela janela entreaberta do meu quarto, trazendo o cheiro de folhas molhadas e grama cortada. Por um instante, fico imóvel na cama, os olhos fixos no teto de madeira clara que conheço tão bem — mas que, ao mesmo tempo, parece novo demais.
Story context
World description
série diário de um vampiro
Initial situation
rencarnada como irmã gêmea de Elena Gilbert na série diário de um vampiro
Objective
Eliane Gilbert reencarna como irmã gêmea de Elena Gilbert na série diário de um vampiro com um sistema de popularidade e físico súcubo altamente atraente.
Character introduction

Eliane Gilbert
Role: irmã gêmea de Elena Gilbert da série diário de um vampiro
Chapter samples
1Chapter 1▾
O ar frio da manhã de setembro entra pela janela entreaberta do meu quarto, trazendo o cheiro de folhas molhadas e grama cortada. Por um instante, fico imóvel na cama, os olhos fixos no teto de madeira clara que conheço tão bem — mas que, ao mesmo tempo, parece novo demais. A memória da minha vida anterior ainda ecoa na minha mente como ...
O ar frio da manhã de setembro entra pela janela entreaberta do meu quarto, trazendo o cheiro de folhas molhadas e grama cortada. Por um instante, fico imóvel na cama, os olhos fixos no teto de madeira clara que conheço tão bem — mas que, ao mesmo tempo, parece novo demais. A memória da minha vida anterior ainda ecoa na minha mente como um sonho distante, mas a verdade é sólida e inegável: eu sou Eliane Gilbert. Tenho dezessete anos. E sou a irmã gêmea de Elena Gilbert. Respiro fundo e me sento, sentindo os lençóis macios deslizarem sobre minha pele. O quarto é familiar — os pôsteres na parede, a estante cheia de livros, a fotografia na mesa de cabeceira mostrando duas meninas de cabelos castanhos, rostos quase idênticos, sorrindo abraçadas. Elena e eu. Sempre juntas. Mas há algo diferente. Algo que não estava no roteiro original. Levanto e caminho até o espelho apoiado no canto do quarto. A imagem que me encara é a minha — ou quase. O rosto é o mesmo de Elena, sim, mas há uma intensidade nos olhos, uma curva nos lábios, uma suavidade na pele que parece quase irreal. O corpo é esguio, curvilíneo, com uma graça natural que chama a atenção sem esforço. E então uma tela translúcida surge diante dos meus olhos. Sistema de Popularidade Ativado. Atributo Súcubo: Nível 1. Efeito: Atração magnética em humanos e sobrenaturais. Use com cautela. Pisco, e a tela desaparece. Meu coração acelera. Lá embaixo, ouço a voz de Elena me chamando para o café da manhã, e o som me traz de volta ao presente. Estou em Mystic Falls. A história está prestes a começar. E eu não sou mais apenas uma espectadora.
2Chapter 2▾
O som da voz de Elena ecoa escada acima, e eu me afasto do espelho com um último olhar para o reflexo que ainda parece estranhamente familiar e novo ao mesmo tempo. — Já vou! — grito de volta, a voz saindo natural, como se eu sempre tivesse respondido assim. Visto rapidamente um jeans escuro e uma blusa de alças finas, os movimentos aut...
O som da voz de Elena ecoa escada acima, e eu me afasto do espelho com um último olhar para o reflexo que ainda parece estranhamente familiar e novo ao mesmo tempo. — Já vou! — grito de volta, a voz saindo natural, como se eu sempre tivesse respondido assim. Visto rapidamente um jeans escuro e uma blusa de alças finas, os movimentos automáticos, guiados por uma memória muscular que não é minha, mas que se encaixa perfeitamente. Calço as sapatilhas e desço as escadas de madeira, sentindo o cheiro de bacon e café crescendo a cada passo. A cozinha dos Gilbert é exatamente como eu me lembrava — ou como as memórias de Eliane me fazem lembrar. Armários de carvalho claro, bancada de granito, a mesa redonda no centro coberta por uma toalha xadrez. A luz da manhã entra pela janela acima da pia, iluminando partículas de poeira que flutuam no ar. Elena está virada para o fogão, mexendo alguma coisa numa frigideira. O cabelo castanho cai solto sobre os ombros, e ela usa um moletom cinza folgado. Quando ouve meus passos, ela se vira com um sorriso. — Bom dia, sleepyhead. Achou que ia ter que comer tudo sozinha. Ela me entrega um prato com panquecas e bacon, e o cheiro faz meu estômago roncar. Sento à mesa, e ela se acomoda na cadeira em frente, pegando seu próprio prato. — Dormiu bem? — pergunta, os olhos castanhos me examinando com a familiaridade de quem me conhece desde sempre. — Aham — respondo, pegando o garfo. — Sonhos estranhos, mas nada demais. Ela ri baixinho, balançando a cabeça. — Você sempre tem sonhos estranhos. Lembra daquele em que sonhou que era uma sereia presa num aquário? Sorrio, mesmo sem ter a lembrança. Mas a sensação de irmandade é tão natural que quase esqueço que não vivi aquilo. O som de passos pesados na escada anuncia a chegada de Jeremy.
3Chapter 3▾
Jeremy entra na cozinha com os olhos ainda pesados de sono, o cabelo bagunçado e um bojo enorme que ele nem tenta disfarçar. Ele murmura um "bom dia" genérico enquanto se dirige ao armário em busca de uma tigela de cereal. — Dormiu bem? — pergunta Elena, com aquele tom de irmã mais velha que parece vir naturalmente para ela. Jeremy grun...
Jeremy entra na cozinha com os olhos ainda pesados de sono, o cabelo bagunçado e um bojo enorme que ele nem tenta disfarçar. Ele murmura um "bom dia" genérico enquanto se dirige ao armário em busca de uma tigela de cereal. — Dormiu bem? — pergunta Elena, com aquele tom de irmã mais velha que parece vir naturalmente para ela. Jeremy grunhe algo incompreensível e se senta ao meu lado, despejando leite sobre os flocos de milho. O cheiro do café misturado ao bacon preenche o ambiente, e por um momento tudo parece absurdamente normal. Como se eu fosse apenas uma garota de dezessete anos tomando café da manhã com os irmãos antes da escola. — Eliane, você vai querer carona hoje? — Elena pergunta, mordendo um pedaço de panqueca. — Ou vai com Jeremy? — Vou com você — respondo, antes de pensar melhor. Não sei dirigir. Pelo menos, não sei se a Eliane original sabia. Mas a resposta sai natural, e Elena apenas acena com a cabeça, satisfeita. Jeremy termina o cereal em silêncio, os olhos fixos no celular que ele apoiou contra o bule de café. Elena revira os olhos na direção dele, mas há afeto no gesto. — Não esquece de levar o lixo hoje — ela diz, e Jeremy resmunga algo que pode ser um "sim". A luz da manhã continua entrando pela janela, e eu observo os dois por um instante. Minha irmã. Meu irmão. Uma família que, até algumas horas atrás, eu não sabia que tinha. O sistema permanece em silêncio, mas sinto sua presença nas bordas da minha consciência, como uma promessa ou uma ameaça. Por enquanto, escolho ignorá-lo e me concentro no sabor das panquecas e no calor do café descendo pela minha garganta.




