
O Reality Show de Edward Cullen
O ar em Forks tem um gosto estranho. Edward Cullen sente isso no exato momento em que pisa no refeitório da escola, o cheiro de chuva e pinho misturado ao odor humano que o cerca.
Story context
World description
faça a história desde o primeiro livro da saga crepúsculo no início da trama até o último livro da saga crepúsculo
Initial situation
transmiga para o corpo de Edward Cullen com um sistema de reality show onde sua vida e transmitida ao vivo para outras pessoas e onde tem que ganhar pontos de popularidade para viver
Objective
transmiga para o corpo de Edward Cullen com um sistema de reality show onde sua vida e transmitida para outras pessoas e onde tem que ganhar pontos de popularidade para viver. faça a história Aparti dos livros da saga crepúsculo desde o primeiro livro no início da trama até o último livro.
Character introduction

Edward Cullen
Role: Vampiro e estudante do ensino médio
Chapter samples
1Chapter 1▾
O ar em Forks tem um gosto estranho. Edward Cullen sente isso no exato momento em que pisa no refeitório da escola, o cheiro de chuva e pinho misturado ao odor humano que o cerca. Mas há algo diferente hoje. Algo que não deveria existir. Uma voz ecoa dentro de sua cabeça, clara como cristal, mas que não pertence a nenhum pensamento huma...
O ar em Forks tem um gosto estranho. Edward Cullen sente isso no exato momento em que pisa no refeitório da escola, o cheiro de chuva e pinho misturado ao odor humano que o cerca. Mas há algo diferente hoje. Algo que não deveria existir. Uma voz ecoa dentro de sua cabeça, clara como cristal, mas que não pertence a nenhum pensamento humano que ele costuma ouvir. Bem-vindo ao Reality Show da sua vida, Edward Cullen. Sua existência agora é transmitida ao vivo para milhares de espectadores. Ganhe pontos de popularidade para continuar existindo. Perde-los... bem, você não quer saber o que acontece. Ele para no meio do corredor, os olhos dourados se arregalando. Alice, à sua frente, vira-se com uma expressão confusa — ela não viu isso. Nenhum dos Cullen parece ter ouvido. — Edward? — a voz de Emmett soa distante. Mas Edward não responde. Porque no canto de sua visão, flutuando como se fosse parte do ar, há um número. Uma contagem. Popularidade: 1.000.000.000.000.000. E abaixo disso, algo como um feed de comentários, palavras que se movem tão rápido que ele mal consegue ler: "Nossa, ele é lindo mesmo." "Será que ele vai matar alguém?" "Ponto de bonificação se ele beijar a humana." — Edward! — Alice agora está ao seu lado, tocando seu braço de pedra. — O que houve? Você está branco, e isso é dizer muito. Ele pisca. O refeitório volta ao foco. Os alunos o observam, como sempre observam, mas agora há um peso diferente nesses olhares. Como se milhares de outros olhos, invisíveis, também estivessem fixos nele. — Nada — ele mente, a voz baixa e controlada. — Só... pensei em algo. Mas não é nada. E ele sabe, com uma certeza fria, que sua vida acabou de se tornar um palco. O sino toca. As aulas começam. E Edward caminha para a sala de biologia, onde uma cadeira vazia o espera ao lado de uma humana de cabelos castanhos que ainda não chegou. Ele senta. Espera. E o número no canto de sua visão pulsa, aguardando o próximo movimento.
2Chapter 2▾
A porta da sala de biologia se abre. Edward ergue o olhar automaticamente, seus sentidos vampíricos captando cada detalhe antes mesmo que sua mente processe o que vê. Uma garota de cabelos castanhos entra, os olhos baixos, os ombros ligeiramente curvados como quem tenta ocupar o menor espaço possível. O cheiro atinge ele como um murro. ...
A porta da sala de biologia se abre. Edward ergue o olhar automaticamente, seus sentidos vampíricos captando cada detalhe antes mesmo que sua mente processe o que vê. Uma garota de cabelos castanhos entra, os olhos baixos, os ombros ligeiramente curvados como quem tenta ocupar o menor espaço possível. O cheiro atinge ele como um murro. Não é apenas o aroma humano comum que sempre o atormenta. É algo mais profundo, mais doce, mais intoxicante do que qualquer sangue que ele já sentiu em um século de existência. Sua garganta queima. Sua mandíbula trava. E o número no canto de sua visão dispara. Popularidade: 1.000.000.000.000.050. Os comentários invisíveis se agitam: "É ela!" "A humana!" "Ponto de bonificação iminente!" Bella Swan caminha em direção à carteira ao lado dele, e Edward percebe que ela está prestes a sentar. A cadeira vazia. O lugar que o professor designou para a nova aluna. O lugar que, por algum capricho do destino ou da diretoria da escola, fica exatamente ao lado dele. Ela puxa a cadeira. O som do metal raspando no chão ecoa como um trovão nos ouvidos hipersensíveis de Edward. Ele prende a respiração — não que precise respirar, mas o hábito persiste — e tenta se concentrar em qualquer outra coisa. As paredes. O quadro negro. O teto. Qualquer coisa que não seja o fluxo sanguíneo pulsando nas veias da garota ao seu lado. Bella senta, coloca a mochila no chão, e é só então que olha para ele. Seus olhos encontram os dele. Edward vê o reconhecimento imediato — ela sabe quem ele é. Todo mundo em Forks sabe quem são os Cullen. Mas há algo mais naquele olhar. Curiosidade. Talvez um toque de admiração. Ele desvia o olhar primeiro. O professor começa a falar, mas Edward não ouve uma palavra. Cada fibra do seu ser está concentrada em não reagir, em não se mover, em não deixar que o monstro dentro dele tome o controle. A garota ao seu lado parece confortável, alheia ao perigo que a rodeia. Ela abre o caderno, anota algo, e o som do lápis no papel é uma tortura. O feed de comentários vibra: "Ele está suando?" "Vampiros não suam." "Isso é tensão, gente." Edward cerra os punhos sob a mesa. Ele precisa sair daqui. Agora. Antes que algo terrível aconteça.
3Chapter 3▾
O tempo se arrasta como séculos. Edward mantém os olhos fixos no quadro negro, mas sua visão periférica capta cada movimento de Bella. Ela inclina a cabeça para ouvir o professor, mexe uma mecha de cabelo atrás da orelha, respira fundo — e cada pequeno gesto é uma facada de agonia e desejo. O cheiro dela preenche a sala inteira, ou pelo...
O tempo se arrasta como séculos. Edward mantém os olhos fixos no quadro negro, mas sua visão periférica capta cada movimento de Bella. Ela inclina a cabeça para ouvir o professor, mexe uma mecha de cabelo atrás da orelha, respira fundo — e cada pequeno gesto é uma facada de agonia e desejo. O cheiro dela preenche a sala inteira, ou pelo menos os pulmões que ele não precisa usar. É um aroma doce e complexo que desafia qualquer descrição. Morangos frescos, talvez. Ou algo mais primitivo, mais essencial. Sangue. Vida. Sua garganta queima. Ele aperta as bordas da carteira com tanta força que a madeira range ligeiramente. Um som quase imperceptível para ouvidos humanos, mas que ecoa como um grito no silêncio da sala. Bella vira a cabeça na direção dele. — Você é o Edward Cullen, certo? — a voz dela é suave, hesitante, como se ela não tivesse certeza se deveria falar. Edward congela. Por um momento, o mundo para. Ele poderia simplesmente ignorá-la. Fingir que não ouviu. Levantar e sair sem olhar para trás. Mas algo naquele tom — a vulnerabilidade genuína, a tentativa de ser amigável — o prende no lugar. Ele vira o rosto lentamente, cuidadosamente, e encontra os olhos dela novamente. Castanhos. Profundos. Cheios de uma curiosidade que ele não consegue entender. Por que ela não sente medo? Por que ela não percebe o predador sentado ao seu lado? — Sim — a palavra sai mais curta do que ele pretendia, quase um rosnado. Bella pisca, surpresa pela frieza, mas não recua. Em vez disso, ela oferece um sorriso tímido. — Eu sou a Bella. Bella Swan. Acabei de me mudar do Arizona. Edward sabe. Claro que sabe. Ele ouviu o nome dela nos corredores, viu o boletim informativo da escola, sentiu o cheiro dela antes mesmo de vê-la. Mas ouvir o nome dito por ela, em voz alta, é diferente. É pessoal. — Seja bem-vinda a Forks — ele consegue dizer, e há um esforço monumental em cada sílaba. O sorriso dela se alarga ligeiramente, e Edward sente algo se partir dentro dele. Não é apenas desejo. Não é apenas fome. Há uma conexão ali, tão súbita quanto violenta, que o aterroriza mais do que qualquer ameaça de exposição. O feed de popularidade dispara novamente. Popularidade: 1.000.000.000.000.100. "ELE FALOU!" "O gelo finalmente quebrou!" "Esse casal vai destruir a internet." Edward ignora os números. Ignora os comentários. Ignora tudo, exceto a garota ao seu lado, que agora folheia o caderno com uma naturalidade que ele inveja. O professor continua a aula, mas Edward não processa uma palavra. Ele está preso em um loop de agonia e fascínio, dividido entre o monstro que quer fugir e algo mais profundo que quer ficar. A campainha não pode tocar cedo demais.




