A Solidão da Tempestade
Public Story

A Solidão da Tempestade

A neve acumulada contra as janelas da sala de informática transforma o mundo lá fora numa massa branca e silenciosa. Cesar Salazar salva o documento pela última vez e se recosta na cadeira, sentindo o calor artificial do ambiente pesar sobre seus ombros.

AmbitiousKnight594
AuthorAmbitiousKnight594
Created20. June 2026
Chapters21

Story context

World description

A escola está vazia e silenciosa, coberta por uma espessa camada de neve que bloqueia todas as saídas. O vento uiva lá fora, e a única luz é a da sala de informática e da sala dos professores. O ar é frio, mas dentro do prédio o aquecimento mantém um ambiente abafado e carregado de eletricidade. Cada passo ecoa nos corredores desertos, criando uma atmosfera de isolamento e intimidade forçada.

Initial situation

Cesar Salazar está sozinho na sala de computadores da escola, terminando um trabalho, enquanto a neve cai lá fora. De repente, a tempestade se intensifica e ele percebe que está preso. Ao sair para explorar, vê uma luz acesa na sala dos professores. Lá dentro, a professora Kelly, distraída e ingênua, corrige provas, completamente alheia ao perigo iminente e à tensão que cresce entre eles.

Objective

Cesar deseja explorar os limites da inocência de Kelly e satisfazer seus desejos mais profundos, enquanto a tempestade os mantém presos.

Chapter samples

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Chapter 1
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A neve acumulada contra as janelas da sala de informática transforma o mundo lá fora numa massa branca e silenciosa. Cesar Salazar salva o documento pela última vez e se recosta na cadeira, sentindo o calor artificial do ambiente pesar sobre seus ombros. O zumbido dos monitores é o único som, até que uma rajada de vento faz o prédio intei...

A neve acumulada contra as janelas da sala de informática transforma o mundo lá fora numa massa branca e silenciosa. Cesar Salazar salva o documento pela última vez e se recosta na cadeira, sentindo o calor artificial do ambiente pesar sobre seus ombros. O zumbido dos monitores é o único som, até que uma rajada de vento faz o prédio inteiro gemer baixinho. Ele se levanta e caminha até o corredor. As luzes fluorescentes piscam em intervalos irregulares, projetando sombras que dançam nas paredes vazias. A escola inteira parece um casulo gelado, e ele está preso aqui dentro. Em vez de pânico, uma excitação tranquila se espalha pelo seu peito. Não há ninguém para ver, ninguém para interromper. Um retângulo de luz fraca escapa pela fresta da porta da sala dos professores. Cesar se aproxima sem pressa, as solas dos seus tênis fazendo pouco barulho no piso encerado. Ele empurra a porta devagar. Lá dentro, Kelly está sentada à mesa, de costas para a entrada. Os fones de ouvido brancos contrastam com o cabelo escuro preso num coque frouxo. Ela balança a cabeça levemente, acompanhando uma música que só ela ouve, enquanto corrige pilhas de provas com uma caneta vermelha. A blusa de malha justa abraça suas curvas, e a saia lápis se estica sobre suas coxas grossas enquanto ela se inclina para fazer anotações. Cesar apoia o ombro no batente da porta e observa. Ela não percebe sua presença. Distraída como sempre, alheia ao fato de que a tempestade os trancou juntos, alheia ao peso do olhar que percorre seu corpo. A professora murmura algo sozinha, ri baixinho de um erro qualquer na prova, e continua a escrever. O ar quente da sala carrega um perfume doce, algo floral e ingênuo. Cesar sente o coração bater mais devagar, mais pesado. Ele sabe que ela vai se assustar quando percebê-lo ali. Mas também sabe que, depois do susto, ela vai sorrir. Ela sempre sorri.

2
Chapter 2
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Cesar observa cada movimento dela com uma familiaridade que já não precisa de esforço. Conhece aquele corpo melhor do que deveria, melhor do que qualquer aluno deveria conhecer o corpo da sua professora. Durante as aulas, sentado na segunda fileira, ele nunca desvia o olhar. Enquanto ela explica conjugações verbais ou corrige exercícios n...

Cesar observa cada movimento dela com uma familiaridade que já não precisa de esforço. Conhece aquele corpo melhor do que deveria, melhor do que qualquer aluno deveria conhecer o corpo da sua professora. Durante as aulas, sentado na segunda fileira, ele nunca desvia o olhar. Enquanto ela explica conjugações verbais ou corrige exercícios no quadro, ele estuda as curvas que a blusa desenha, o balanço dos seios quando ela gesticula, a forma como a saia se ajusta quando ela se vira para escrever. E ela nunca reclama. Nunca diz nada. Nunca cruza os braços, nunca se vira de lado, nunca pede para ele prestar atenção no quadro. Kelly simplesmente continua, alheia ou indiferente, e Cesar ainda não descobriu qual das duas coisas é verdade. Mas isso não importa agora. O que importa é que ela está aqui, sozinha, distraída, com os fones de ouvido isolando-a do mundo. O pau dele endurece dentro da calça, uma pressão familiar e constante. Não é novidade. Acontece toda santa aula, desde o primeiro dia em que ela entrou na sala usando uma blusa apertada demais para uma professora. Ele se ajusta discretamente, sem pressa, enquanto observa Kelly inclinar o corpo para rabiscar algo na margem de uma prova. Ela ri sozinha de novo, um risinho bobo, e balança a cabeça como se estivesse conversando consigo mesma. É tão ingênua que chega a ser patético. E excitante. Cesar sente o calor subir pelo peito enquanto imagina o que faria se atravessasse a sala agora, se colocasse as mãos sobre os ombros dela, se sussurrasse algo no ouvido que a fizesse entender finalmente. Mas não. Pressa estraga tudo. Ele sabe disso. Em vez disso, ele dá um passo para dentro da sala, o suficiente para fazer a porta ranger levemente. Kelly não reage. A música continua embalando seus movimentos, e ela continua corrigindo provas como se o mundo lá fora não tivesse parado de existir.

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Chapter 3
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Cesar empurra a porta com firmeza, deixando que ela se abra completamente e faça o som que já havia feito antes. Dessa vez, porém, ele não fica parado na entrada. Dá alguns passos para dentro da sala, as solas dos tênis ecoando no piso frio, e para perto da mesa onde Kelly está sentada. Ela não levanta a cabeça imediatamente. Os fones de...

Cesar empurra a porta com firmeza, deixando que ela se abra completamente e faça o som que já havia feito antes. Dessa vez, porém, ele não fica parado na entrada. Dá alguns passos para dentro da sala, as solas dos tênis ecoando no piso frio, e para perto da mesa onde Kelly está sentada. Ela não levanta a cabeça imediatamente. Os fones de ouvido brancos isolam o mundo lá fora, e ela continua rabiscando na margem de uma prova com a caneta vermelha, os lábios se movendo em silêncio enquanto acompanha alguma música que só ela pode ouvir. Cesar espera um segundo, observando a curva do pescoço dela exposta pelo coque frouxo, antes de estender a mão e tocar levemente no ombro dela. Kelly dá um pequeno sobressalto, arrancando os fones de ouvido com um movimento rápido. Ela se vira, os olhos arregalados por um instante, mas quando reconhece Cesar, o susto se dissolve num sorriso preguiçoso. — Nossa, Cesar — ela diz, colocando a mão no peito. — Você me assustou. O que foi? — Desculpa, professora — ele responde, mantendo a voz calma, quase casual. — É que eu fui ver as portas. Todas estão trancadas. A neve bloqueou tudo, não tem como abrir. Kelly pisca, processando a informação com aquela lentidão familiar. — Nossa... sério? — É. Até a neve parar ou alguém vir nos ajudar, a gente vai ter que esperar. Mas como ninguém sabe que a gente tá aqui... — Cesar dá de ombros, um gesto leve. — Pode demorar um pouco. Ela inclina a cabeça, os olhos perdidos por um momento, e então solta uma risadinha curta. — Bom, pelo menos tenho companhia — diz, completamente despreocupada, e volta a se inclinar sobre as provas como se nada tivesse mudado. Cesar sente o calor subir pelo peito enquanto observa a professora retomar a correção, alheia ao que realmente está acontecendo.

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