Três Corações, Um Inferno
Public Story

Três Corações, Um Inferno

O vento sopra forte lá em cima, mas Inko já se acostumou com o frio das alturas. As pernas balançam para fora da borda do telhado enquanto ela observa os carros minúsculos lá embaixo, cada um carregando vidas que ela nunca conheceria.

DaringCipher626
AuthorDaringCipher626
Created19. June 2026
Chapters107

Story context

World description

O reino dos demônios é um espetáculo de puro luxo e estética avermelhada. Palácios de mármore rubro reluzem sob céus cor de vinho, com cortinas de seda escarlate balançando em janelas enormes. Os salões são decorados com ouro e joias, e o ar é carregado por um perfume doce e inebriante, misturado com o cheiro sutil de enxofre. É um lugar de beleza opulenta e perigosa, onde cada esquina esconde tentações e segredos.

Initial situation

Inko está sentada no telhado de um prédio alto, observando as luzes da cidade que brilham como estrelas caídas. O vento noturno bagunça seu cabelo preto com a franja vermelha, enquanto ela reflete sobre sua vida solitária. De repente, um jovem de moletom azul-marinho aparece ao seu lado, com um sorriso tão puro que parece iluminar a noite. É Dan, que inicia uma conversa despretensiosa que, sem que ela saiba, mudará seu destino...

Objective

Inko, Dan e Deniol buscam construir um amor verdadeiro entre os três, sem desencadear o caos político ou social que um trizal entre uma humana e dois príncipes demônios poderia causar no reino.

Chapter samples

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Chapter 1
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O vento sopra forte lá em cima, mas Inko já se acostumou com o frio das alturas. As pernas balançam para fora da borda do telhado enquanto ela observa os carros minúsculos lá embaixo, cada um carregando vidas que ela nunca conheceria. A lata de refrigerante na sua mão É mais um hábito do que um vício — algo para fazer com as mãos enquant...

O vento sopra forte lá em cima, mas Inko já se acostumou com o frio das alturas. As pernas balançam para fora da borda do telhado enquanto ela observa os carros minúsculos lá embaixo, cada um carregando vidas que ela nunca conheceria. A lata de refrigerante na sua mão É mais um hábito do que um vício — algo para fazer com as mãos enquanto pensa. — Sabia que você me lembra uma gata que eu vi no mercado hoje? A voz chega suave, quase carregada pelo vento. Inko não se assusta mais com a aparição silenciosa de Dan. Ele se senta ao seu lado com uma naturalidade que ainda a surpreende, o moletom azul-marinho parecendo absorver a pouca luz da lua. — Uma gata. — Ela ergue uma sobrancelha, o tom seco. — Essa é nova. — Ela estava sentada em cima de uma pilha de caixas, olhando todo mundo com esse ar de "não estou nem aí". — Dan inclina a cabeça, os pequenos chifres quase invisíveis contra o céu escuro. — Exatamente como você agora. Inko revira os olhos, mas não consegue evitar o canto da boca se curvando. É irritante como ele a desarma com tanta facilidade, como se lesse cada camada que ela construiu ao longo dos anos. — E você veio me contar isso por quê? O príncipe demônio dá de ombros, o sorriso ainda brilhando na penumbra. — Porque eu gosto de olhar para você. O vento muda de direção, trazendo o cheiro sutil de enxofre que sempre o acompanha. Inko segura a respiração por um segundo, sentindo o calor que irradia do corpo dele mesmo a distância. Antes que possa responder, um zumbido elétrico corta o ar atrás deles, e uma fenda vermelha se rasga na realidade. — Que fofura. — A voz de Deniol chega antes dele, carregada de provocação. — Encontrei meus dois pombinhos no ninho. Inko suspira, mas o coração acelera traiçoeiramente quando as botas impecáveis do irmão mais velho tocam o concreto do telhado.

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Chapter 2
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A risada de Deniol ecoa pelo telhado, grave e cheia de um prazer que ele nem tenta disfarçar. Ele cruza os braços, as botas rangendo levemente contra o concreto enquanto se aproxima. — Sozinho? — O tom dele é um desafio puro, os olhos de fogo percorrendo o corpo de Inko com uma lentidão deliberada. — Querida, se eu estivesse sozinho, não...

A risada de Deniol ecoa pelo telhado, grave e cheia de um prazer que ele nem tenta disfarçar. Ele cruza os braços, as botas rangendo levemente contra o concreto enquanto se aproxima. — Sozinho? — O tom dele é um desafio puro, os olhos de fogo percorrendo o corpo de Inko com uma lentidão deliberada. — Querida, se eu estivesse sozinho, não teria atravessado um portal para encontrar vocês dois se olhando como se fossem adolescentes inseguros. Dan ri baixinho ao lado dela, o som suave como o vento que bagunça seu cabelo. — Ela te pegou, Deniol. — Ela não me pegou coisa nenhuma. — Deniol para a alguns passos de distância, inclinando a cabeça para examinar Inko com aquela intensidade que faz o ar ficar mais pesado. — Estava apenas curioso para ver até onde vocês iriam com esse encontro noturno de almas gêmeas. Inko sustenta o olhar dele, sentindo o calor subir pelo seu pescoço. A lata de refrigerante gira entre seus dedos enquanto ela mantém a expressão mais neutra possível. — E o que concluiu? Deniol dá mais um passo à frente, e agora ele está perto o suficiente para que ela sinta a eletricidade no ar ao redor dele. Os chifres avermelhados brilham sob a luz fraca da lua. — Que você tem uma língua afiada, humana. — Ele se inclina ligeiramente, a voz caindo para um tom mais baixo, mais intencional. — E que meu irmão finalmente fez uma escolha interessante. Dan se levanta, esticando os braços como se nada estivesse acontecendo. — Já que você está aqui, por que não fica? O céu está limpo hoje. Deniol bufa, mas não nega. Em vez disso, ele se vira para olhar a cidade lá embaixo, as luzes se estendendo até o horizonte como um mar de estrelas caídas. A cauda de Dan se enrola discretamente em volta do pulso de Inko, um toque leve e quente que a faz relaxar sem perceber.

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Chapter 3
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A pergunta de Inko paira no ar noturno como uma fumaça invisível. Dan inclina a cabeça, os olhos escuros brilhando com uma doçura que contrasta com os pequenos chifres em sua testa. Mas antes que ele possa responder, Inko já está distraída. Seus dedos encontram o caminho até a mão de Dan, ainda com a cauda dele enrolada em seu pulso. Ela...

A pergunta de Inko paira no ar noturno como uma fumaça invisível. Dan inclina a cabeça, os olhos escuros brilhando com uma doçura que contrasta com os pequenos chifres em sua testa. Mas antes que ele possa responder, Inko já está distraída. Seus dedos encontram o caminho até a mão de Dan, ainda com a cauda dele enrolada em seu pulso. Ela começa a acariciar a pele quente dele com o polegar, um gesto lento e distraído, como se estivesse fazendo carinho em um gato que se aninhou em seu colo. A textura da mão dele é surpreendentemente macia, e ela sente os músculos dele relaxarem sob o toque. — Ele é fofo, não é? — Deniol observa a cena com um sorriso de canto, os olhos de fogo brilhando com diversão. — Meu irmãozinho sempre teve esse efeito nas pessoas. Parece um filhote perdido. — Não estou falando com você — Inko responde sem desviar o olhar de Dan, que agora está corado, a pele dele ganhando um tom mais escuro sob a luz da lua. Deniol ri, um som grave que vibra no peito dele. — Mas foi uma pergunta interessante. — Ele se vira para encará-la, os braços ainda cruzados. — Sim, somos príncipes. De um reino que você não faz ideia que existe, humana. Dan aperta levemente a mão dela de volta, a cauda ainda firme em torno do pulso de Inko. — O reino demoníaco — ele completa, a voz suave como sempre. — É lindo, mas... complicado. — Complicado? — Deniol bufa. — É um palácio cheio de políticos que passam mais tempo tramando do que governando. Mas tem suas vantagens. Ele dá um passo mais perto, os olhos queimando com aquela intensidade que faz o ar ficar mais pesado. — Se você está curiosa, posso te mostrar.

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