O Fogo de Murilo na Academia
Public Story

O Fogo de Murilo na Academia

Acordo com o zumbido baixo do gerador no canto do quarto, uma relíquia enferrujada que meu pai consertou com pedaços de cristal de monstro contrabandeados. A luz fraca do amanhecer filtra pelas frestas da chapa de metal que serve de parede, tingindo o ar de um cinza poeirento.

DigitalWarden784
AuthorDigitalWarden784
Created4. May 2026
Chapters12

Story context

World description

No ano de 2135, monstros apareceram e destruíram metade da população humana, armas convencionais não faziam efeitos sobre eles, então uma bomba atômica fora jogada nos Estados Unidos com a intenção de tentar eliminar nem que seja um deles. então eles derrotaram apenas 1, e desde então desenvolveram trajes elementais da pele e dos cristais que descobriram desses monstros, então depois que algumas civilizações foram estabelecida...

Initial situation

Eu acabo de nascer em um mundo mágico e ao mesmo tempo tecnológico, um mundo pos apocalíptico depois da grande catástrofe, a humanidade tenta se reconstruir novamente, meus pais são bem pobres, mas conseguem viver, eles tem um sonho de me tornar o melhor caçador de todos e me colocarão em uma escola especializada para isso.

Objective

O objetivo é entrar na Terra Oca e destruí o ninho dessas criaturas, mas perceberão que essas criaturas têm certo sentimentos e são sencientes, então os monstros começam a evoluir em monstros melhores e mais aterrorizantes.

Character introduction

Murilo

Murilo

Chapter samples

1
Chapter 1
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Acordo com o zumbido baixo do gerador no canto do quarto, uma relíquia enferrujada que meu pai consertou com pedaços de cristal de monstro contrabandeados. A luz fraca do amanhecer filtra pelas frestas da chapa de metal que serve de parede, tingindo o ar de um cinza poeirento. Meu colchão fino range quando me sento, e o cheiro de mingau r...

Acordo com o zumbido baixo do gerador no canto do quarto, uma relíquia enferrujada que meu pai consertou com pedaços de cristal de monstro contrabandeados. A luz fraca do amanhecer filtra pelas frestas da chapa de metal que serve de parede, tingindo o ar de um cinza poeirento. Meu colchão fino range quando me sento, e o cheiro de mingau ralo de raízes sintéticas invade o espaço apertado. Estamos em Eldoria, uma das poucas cidades muradas que restaram após a Catástrofe, erguida sobre as ruínas de alguma metrópole antiga. Lá fora, as torres de vigilância da OGC piscam com hologramas azuis, alertando sobre patrulhas de monstros na periferia. Minha mãe, com as mãos calejadas de tanto lavar uniformes de caçadores, me entrega uma tigela fumegante. Seus olhos, fundos de noites insones, brilham com uma esperança teimosa. "Hoje é o dia, Murilo. Você vai se inscrever na Academia de Caçadores. Seu pai e eu vendemos tudo que tínhamos pra isso." Ela sorri, mas a voz treme um pouco, como se soubesse que o mundo engole sonhos como o meu com facilidade. Meu pai entra logo depois, carregando o traje elemental básico que ele mesmo costurou – couro reforçado com fragmentos de cristal verde, que pulsa fracamente contra a pele. Ele é magro, curvado pelos anos de trabalho nas minas de cristais, mas sua postura ainda carrega o orgulho de quem sonha grande. "Você vai ser melhor que o Homem Forte de Ashrag", ele diz, batendo no meu ombro com força suficiente para doer. "Aquele herói salvou a cidade inteira uma vez, sozinho contra uma horda. Mas você... você tem o fogo dentro." Eu engulo o mingau sem reclamar do gosto amargo, sentindo o peso das expectativas. Aos 17 anos, sou alto e magro como eles, mas treinei escondido nas ruínas, brandindo varas como se fossem lâminas de energia. O mundo mudou em 2135, quando os monstros saíram do buraco na Antártida, a Terra Oca cuspindo horrores que bombas nucleares mal arranham. Agora, usamos seus cristais pra forjar trajes que canalizam elementos – fogo, gelo, raios. A OGC treina os poucos que sobrevivem aos testes pra invadir o ninho deles de uma vez por todas. Visto o traje, que se ajusta à minha pele como uma segunda camada viva, aquecendo levemente com o meu pulso. Minha mãe me abraça rápido, o cheiro de sabão caseiro grudado nela. "Não morra lá dentro, filho. Volte pra gente." Meu pai me entrega uma mochila com rações e um comunicador antigo. Saímos juntos pela porta rangente, o ar frio da rua nos recebendo com o eco distante de sirenes. As muralhas de Eldoria se erguem ao fundo, guardadas por drones que varrem o horizonte em busca de brechas na Terra Oca. Caminhamos pelas ruas lotadas de vendedores gritando sobre cristais baratos e caçadores freelance oferecendo proteção. Um holograma gigante projeta a imagem do Homem Forte, posando com sua armadura reluzente, enquanto uma multidão aplaude. Chegamos aos portões da Academia, uma fortaleza de aço e cristal erguida no coração da cidade. Filas de jovens como eu esperam, olhos nervosos fixos nos instrutores armados. Um alarme baixo soa de repente, e o chão treme levemente – um tremor da Terra Oca, ou algo pior se aproximando.

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Chapter 2
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Um rugido gutural irrompe das muralhas distantes, um som primordial que faz o ar vibrar como se a terra cuspisse sua fúria. Olho para cima e vejo o céu escurecendo rapidamente, nuvens negras se acumulando sobre Eldoria enquanto drones da OGC disparam feixes de laser vermelhos, cortando a penumbra em arcos furiosos. O tremor no chão se int...

Um rugido gutural irrompe das muralhas distantes, um som primordial que faz o ar vibrar como se a terra cuspisse sua fúria. Olho para cima e vejo o céu escurecendo rapidamente, nuvens negras se acumulando sobre Eldoria enquanto drones da OGC disparam feixes de laser vermelhos, cortando a penumbra em arcos furiosos. O tremor no chão se intensifica, rachaduras finas se abrindo no pavimento rachado dos portões da Academia. A fila de aspirantes a caçadores explode em murmúrios nervosos, mas ninguém se mexe ainda – todos congelados, olhos fixos no horizonte. Então, percebo o movimento atrás dos meus pais. Uma forma colossal irrompe pela muralha leste, pedaços de concreto e aço voando como folhas ao vento. É um monstro da Terra Oca, pele escamosa cravejada de cristais pulsantes, garras do tamanho de troncos rasgando a barreira como papel. Seus olhos amarelos brilham com inteligência feral, e um jorro de baba corrosiva derrete o metal ao redor. Meus pais estão bem na linha de visão dele, de costas para a brecha, ainda trocando olhares orgulhosos comigo. O pânico me atinge como um soco. Corro em direção a eles, o traje elemental se aquecendo contra a minha pele, os cristais verdes faiscando em resposta ao meu coração acelerado. "Mãe! Pai!", grito, a voz rouca se perdendo no caos inicial. Pessoas na fila começam a se dispersar, empurrões e gritos enchendo o ar, mas eu forço passagem, ombros colidindo com garotos mais jovens que tropeçam para o lado. Meu pai se vira primeiro, o rosto magro pálido como cera, os olhos se arregalando ao avistar a besta. Ele agarra o braço da minha mãe, puxando-a para perto enquanto o monstro avança, patas pesadas esmagando drones caídos que ainda crepitam com energia residual. Lasers traçam linhas no seu flanco, queimando escamas e soltando fumaça acre, mas a criatura mal vacila – ruge de novo, um som que sacode os ossos, e projeta um tentáculo viscoso na direção da multidão. Minha mãe solta um gemido baixo, as mãos calejadas tremendo enquanto se apoia no pai. "Murilo, fuja!", ela grita de volta, mas sua voz some no pandemônio. Eu continuo correndo, a mochila batendo nas costas, o comunicador antigo chiando com alertas da OGC: "Ameaça nível três! Evacuem o setor!" O traje pulsa mais forte agora, um formigamento elemental subindo pelos meus braços, como se despertasse algo adormecido. O monstro para por um instante, farejando o ar, e seus olhos se fixam diretamente em nós três. Instrutores da Academia surgem dos portões, trajes avançados reluzindo com runas de poder, armas de cristal erguidas. Um deles grita ordens, mas o chão racha mais uma vez sob os pés do monstro, que ergue uma garra enorme.

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Chapter 3
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O rugido do monstro ecoa como um trovão subterrâneo, vibrando no meu peito enquanto continuo forçando passagem pela multidão em pânico. Os instrutores da Academia avançam em formação, seus trajes reluzindo com runas azuis que cortam o ar úmido. Um deles, uma mulher de armadura cravejada de cristais maiores que os meus, ergue uma lâmina de...

O rugido do monstro ecoa como um trovão subterrâneo, vibrando no meu peito enquanto continuo forçando passagem pela multidão em pânico. Os instrutores da Academia avançam em formação, seus trajes reluzindo com runas azuis que cortam o ar úmido. Um deles, uma mulher de armadura cravejada de cristais maiores que os meus, ergue uma lâmina de energia que se alonga como uma serpente viva. Ela grita algo sobre flanqueamento, mas o som se perde no caos quando a garra colossal do monstro desce, esmagando o pavimento a poucos metros dos meus pais. Chego até eles no instante em que o impacto sacode o chão, lançando poeira e fragmentos de concreto para o alto. Meu pai me vê primeiro, os olhos fundos se iluminando por um segundo antes do terror retornar. Ele estende a mão calejada, agarrando a minha com força surpreendente para alguém tão magro. "Murilo, não! Volte!", rosna, mas eu ignoro, enroscando o outro braço na cintura da minha mãe. Ela treme contra mim, o corpo leve como uma folha seca, e murmura meu nome entre soluços abafados. O traje elemental pulsa com mais intensidade agora, os cristais verdes aquecendo minha pele como brasas vivas. Sinto um formigamento subir pelos braços, uma energia crua que faz meus músculos se contraírem involuntariamente. Puxo os dois para trás, tropeçando em detritos enquanto o monstro recua a garra, revelando uma cratera fumegante onde drones derretidos ainda crepitam. Baba corrosiva pinga das escamas, chiando no solo e soltando vapor acre que queima meus olhos. Os instrutores contra-atacam. A mulher com a lâmina salta, traçando um arco de plasma que morde o flanco da besta, arrancando um pedaço de carne escamosa que cai com um baque úmido. O monstro urra, virando o corpo massivo na direção dela, tentáculos se esticando como cipós vivos para chicotear o ar. Meu pai nos guia para uma pilha de barris abandonados perto dos portões, ofegante. "A evacuação... sigam o sinal!", diz, apontando para luzes piscantes no chão que levam para dentro da Academia. Corro com eles, o coração martelando, mas o traje parece me impulsionar, tornando cada passo mais firme. Atrás de nós, o monstro sacode a cabeça, olhos amarelos varrendo a multidão dispersa. Um tentáculo chicoteia perto demais, derrubando um aspirante que grita ao ser arrastado para as sombras. Os instrutores formam uma barreira de energia, feixes de cristal se entrelaçando em uma rede cintilante que prende um dos membros da criatura. Lágrimas escorrem pelo rosto da minha mãe enquanto nos agachamos atrás dos barris, o ar carregado de ozônio e medo. O comunicador na minha mochila chia com urgência: "Reforços OGC a caminho. Mantenham posição!" Meu pai aperta meu ombro, o orgulho lutando contra o pavor em seu olhar. O monstro debate-se contra a rede, cristais em sua pele pulsando em sincronia com os dos instrutores, como se respondesse a um chamado ancestral. De repente, o chão treme de novo, e um novo rugido se une ao primeiro – algo maior se aproximando da brecha na muralha.

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