O Cacifo, a Cereja e Lucas Blackwood
Public Story

O Cacifo, a Cereja e Lucas Blackwood

O aroma adocicado do meu gloss labial de cereja paira no ar enquanto deslizo pelo corredor do colégio Dupont Circle, em Washington DC. O burburinho constante dos outros alunos ecoa pelas paredes revestidas de armários cinzentos, cada som abafado pela cacofonia adolescente que me rodeia.

ToxicJuggernaut266
AuthorToxicJuggernaut266
Created28. March 2026
Chapters25

Story context

World description

estados unidos da América Washington DC

Initial situation

Vanessa é filha de Léo um homem rico de 35 anos mais nem tudo é o que parece Léo e Vanessa não tem a dinâmica de pai e filha dentro de casa mais para outras pessoas Vanesssa e Léo parecem irmãos porque Léo é um homem, bonito, charmoso, inteligente, e as pessoas as vezes pesam que Vanesssa e Léo são irmãos e quase ninguém acredita que eles são pai e filha. Vanessa é uma garota sarcástica, inteligente e debochada as vezes. o pai...

Objective

- *Confiante*: Léo é um homem seguro de si mesmo, com um charme natural.- *Romântico*: Ele acredita no amor e nas segundas chances.- *Determinado*: Quando quer algo, vai atrás com todas as forças.- *Sensível*: Por trás da confiança, ele esconde um lado mais sensível.- *Idade*: 35 anos- *Corte de cabelo*: Despojado, com um toque de rebeldia- *Estilo*: Casual-chic, com um toque de elegância- *Olhos*: Expressivos, com um brilho d...

Character introduction

Vanessa

Vanessa

Chapter samples

1
Chapter 1
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O aroma adocicado do meu gloss labial de cereja paira no ar enquanto deslizo pelo corredor do colégio Dupont Circle, em Washington DC. O burburinho constante dos outros alunos ecoa pelas paredes revestidas de armários cinzentos, cada som abafado pela cacofonia adolescente que me rodeia. Reviro os olhos internamente. Mais um dia de fingime...

O aroma adocicado do meu gloss labial de cereja paira no ar enquanto deslizo pelo corredor do colégio Dupont Circle, em Washington DC. O burburinho constante dos outros alunos ecoa pelas paredes revestidas de armários cinzentos, cada som abafado pela cacofonia adolescente que me rodeia. Reviro os olhos internamente. Mais um dia de fingimento e sarcasmo. Enquanto me aproximo do meu cacifo, avisto Lara e Chloé cochichando e gesticulando na minha direção. Provavelmente, a fofoca do dia sou eu, como sempre. Uma onda de irritação familiar percorre meu corpo, mas me esforço para manter a compostura. Não vou dar a elas o prazer de me ver abalada. — Bom dia, cobras — digo, com um sorriso debochado no rosto, enquanto giro o código do cadeado do meu cacifo. Elas me lançam olhares venenosos antes de se afastarem, seus saltos ecoando pelo corredor. Sofia e Maya aparecem, suas expressões preocupadas. — Ignora, Van — diz Sofia, passando o braço pelos meus ombros. — Elas só querem te provocar. — Eu sei — respondo, suspirando. — Mas às vezes é difícil. Maya concorda, apertando minha mão em sinal de apoio. Abro o cacifo e pego meus livros de álgebra, sentindo o peso do meu dia escolar iminente sobre meus ombros. — Vamos para o refeitório? — sugiro, tentando mudar de assunto. — Preciso de uma dose de cafeína para aguentar o dia. Enquanto caminhamos juntas, sinto um olhar queimando na minha nuca. Viro-me discretamente e encontro Lucas Blackwood parado perto da entrada do ginásio, seus olhos azuis brilhando por trás dos óculos de grau. Ele sorri de canto, um sorriso que sempre me deixa intrigada e irritada ao mesmo tempo. Lucas tem uma maneira peculiar de me tirar do sério. Ele adora me provocar com suas indiretas e comentários sarcásticos, mas, por algum motivo, nunca consigo ficar realmente brava com ele. Talvez seja porque, no fundo, sei que há algo mais por trás de suas provocações. Ele se aproxima de nós, com sua habitual aura de calma e inteligência. — Bom dia, Vanessa — diz ele, sua voz suave contrastando com a agitação ao nosso redor. — Preparada para mais um dia de tortura intelectual? — Se você parar de me provocar, talvez seja suportável — respondo, cruzando os braços. Lucas ri, um som que me faz sentir um arrepio inexplicável na espinha. — Não posso prometer nada. Afinal, alguém tem que manter você entretida. Sofia e Maya trocam olhares significativos, sabendo do meu histórico complicado com Lucas. Ele é um enigma que não consigo decifrar, e isso me irrita profundamente. — Vamos logo, garotas — digo, puxando-as pelo braço. — Não quero perder o meu lugar na fila do café. Deixo Lucas para trás, sentindo o peso do seu olhar nas minhas costas. No refeitório, a atmosfera é ainda mais caótica do que no corredor. O cheiro de comida industrializada paira no ar, misturado com o aroma doce dos bolinhos da cantina. O barulho das conversas e risadas preenche o espaço, criando uma sinfonia discordante. Enquanto procuro uma mesa vazia, meu olhar se encontra com o de meu pai, Léo, que está sentado em um canto com uma mulher loira e elegante. Eles estão rindo e conversando em voz baixa, e sinto uma pontada de irritação ao vê-lo tão à vontade com outra pessoa que não seja eu. Léo me vê e acena com um sorriso charmoso, mas eu apenas reviro os olhos e me viro, ignorando-o. Não estou com paciência para seus joguinhos hoje. A loira olha na minha direção, curiosa. No seu rosto, paira uma interrogação silenciosa.

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Chapter 2
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O refeitório pulsa com a energia frenética da hora do almoço, um mar de rostos e vozes que se misturam em um zumbido constante. Sofia e Maya me seguem até uma mesa perto da janela, onde nos instalamos com nossos bandejões de comida duvidosa. — Seu pai está te encarando — comenta Maya, com um sorriso malicioso. — Deixa ele — resmungo, mo...

O refeitório pulsa com a energia frenética da hora do almoço, um mar de rostos e vozes que se misturam em um zumbido constante. Sofia e Maya me seguem até uma mesa perto da janela, onde nos instalamos com nossos bandejões de comida duvidosa. — Seu pai está te encarando — comenta Maya, com um sorriso malicioso. — Deixa ele — resmungo, mordiscando um sanduíche de queijo sem graça. — Não estou no clima para dramas familiares hoje. Sofia me lança um olhar compreensivo. Ela sabe o quão complicado é o meu relacionamento com Léo, especialmente por causa das suas aventuras amorosas. — Falando em dramas, o que rolou com o Lucas hoje de manhã? — pergunta Sofia, arqueando as sobrancelhas. — Vocês estavam quase se comendo com os olhos. — Nada demais — respondo, desviando o olhar. — Ele só estava sendo irritante como sempre. Mas, no fundo, sei que há algo mais entre nós. Uma tensão palpável que paira no ar sempre que estamos juntos. Ignoro meus pensamentos e volto a encarar a multidão. Meu olhar involuntariamente se dirige para Léo e sua acompanhante loira. Eles ainda estão rindo e conversando, alheios ao meu escrutínio. De repente, a loira se levanta e caminha em nossa direção. Sinto um frio na espinha enquanto ela se aproxima, seu olhar curioso fixo em mim. — Olá — diz ela, com um sorriso educado. — Você deve ser a Vanessa. — E você é...? — pergunto, com um tom de voz cauteloso. — Ah, desculpe a minha indiscrição — ela ri, um som melodioso que ecoa pelo refeitório. — Sou a... uma amiga do seu pai. Meu nome é Isabelle. Franzo a testa, confusa. Não me lembro de ter ouvido falar de nenhuma Isabelle. — Prazer em conhecê-la — digo, formalmente. Isabelle olha de mim para Léo, que observa a cena com um sorriso divertido no rosto. — Vocês se parecem muito — comenta ela, com um olhar perspicaz. — São irmãos? A pergunta me pega de surpresa. Por um momento, considero a possibilidade de revelar a verdade, de expor o segredo que Léo tanto se esforça para esconder. Mas, no último instante, decido seguir o jogo. Um sorriso divertido surge em meus lábios. — Sim, somos — respondo, lançando um olhar cúmplice para Léo. — Irmãos. Isabelle parece satisfeita com a resposta. Ela sorri novamente e se vira para voltar à mesa de Léo. — Foi um prazer conhecê-la, Vanessa — diz ela, antes de se afastar. — Igualmente — respondo, observando-a se afastar. Quando Isabelle retorna para a mesa, Léo parece querer dizer algo, mas se contém e apenas sorri. Ele ajeita o cabelo dela atrás da orelha. Sinto o olhar inquisitivo de Sofia sobre mim.

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Chapter 3
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O olhar de Sofia é como um raio-x, tentando desvendar os segredos por trás da minha fachada. Maya, sempre a mais ousada, não se contém. — "Irmãos"? Sério, Vanessa? Vocês estão levando essa farsa longe demais. — Relaxa, Maya — digo, dando de ombros. — Foi divertido ver a cara dela. E o Léo parecia estar se divertindo também. — Divertind...

O olhar de Sofia é como um raio-x, tentando desvendar os segredos por trás da minha fachada. Maya, sempre a mais ousada, não se contém. — "Irmãos"? Sério, Vanessa? Vocês estão levando essa farsa longe demais. — Relaxa, Maya — digo, dando de ombros. — Foi divertido ver a cara dela. E o Léo parecia estar se divertindo também. — Divertindo? — Sofia intervém, preocupada. — Vanessa, isso é doentio. Vocês precisam parar com essa encenação. — Eu sei, Sofia — suspiro, sentindo o peso da verdade sobre meus ombros. — Mas às vezes é mais fácil do que explicar a situação real. A verdade é que a nossa dinâmica familiar é tão complexa que me faltam as palavras para descrevê-la. Léo é meu pai, mas também é meu amigo, meu confidente e, em muitos momentos, meu irmão mais velho. E as suas namoradas... bem, elas são apenas mais um ingrediente nessa salada mista que é a minha vida. — E o Lucas? — Maya insiste, com um sorriso malicioso. — Como ele reagiu a tudo isso? Reviro os olhos, tentando disfarçar o rubor que sinto subir às minhas bochechas. — Ele não tem nada a ver com isso — respondo, evasiva. Mas Maya não se convence facilmente. Ela me conhece bem demais para acreditar nas minhas desculpas esfarrapadas. — Ah, não? — ela provoca, arqueando as sobrancelhas. — Então por que você está tão nervosa? Antes que eu possa responder, Lucas surge ao lado da nossa mesa. Seus olhos azuis me fitam com intensidade, e sinto um arrepio percorrer a minha espinha. — Vanessa, podemos conversar? — ele pergunta, com um tom de voz sério. Engulo em seco, sentindo o meu coração acelerar. O que será que ele quer? Será que ele descobriu a verdade sobre mim e Léo? Ou será que ele finalmente vai confessar o que sente por mim? — Claro, Lucas — respondo, tentando manter a compostura. — Sobre o que você quer conversar? Ele hesita por um momento, como se estivesse reunindo coragem para dizer algo importante. — É sobre... — ele começa, mas é interrompido por uma voz irritante. — Lucas, querido! — Lara surge do nada, agarrando o braço dele com força. — Estava te procurando por toda parte. Lara me lança um olhar venenoso, como se eu fosse a culpada por todos os seus males. — Não está vendo que estamos conversando? — Lucas reclama, tentando se soltar do aperto dela. — Ah, não se preocupe com isso — Lara responde, com um sorriso falso. — Eu só queria te lembrar que temos um trabalho para fazer juntos. Ela puxa Lucas para longe de mim, deixando-me plantada no meio do refeitório, sentindo-me frustrada e confusa. O que será que ele queria me dizer? E por que Lara sempre tem que estragar tudo? Observo Lucas se afastar, sendo arrastado por Lara em direção a outra mesa. Ele olha para trás por um instante, seus olhos encontrando os meus. Uma expressão indecifrável paira em seu rosto, antes de ele se virar e seguir Lara. Léo continua na mesa com Isabelle, que agora o observa com uma expressão confusa.

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