
O Chamado da Noite
O toque estridente do celular corta o silêncio do estúdio. Chloe, absorta na edição de fotos de um amanhecer nos Alpes, sobressalta-se.
Story context
World description
Paris atual
Initial situation
Já era tarde da noite quando o celular de Chloe toca,uma ligação restrita,mas de repente uma voz masculina e um pouco rouca fala que ela precisa sair imediatamente de seu apartamento/estudio, pois esta correndo perigo e só ele poderá ajudar-lhe.O homem na linha e Jake
Character introduction

Chloe Blanc
Role: principal
Chapter samples
1Chapter 1▾
O toque estridente do celular corta o silêncio do estúdio. Chloe, absorta na edição de fotos de um amanhecer nos Alpes, sobressalta-se. Número desconhecido. Hesita, mas a curiosidade, um traço marcante em sua personalidade, a vence. — Alô? — Sua voz soa um pouco rouca, reflexo do sono que lutava para afastar. Do outro lado da linha, um ...
O toque estridente do celular corta o silêncio do estúdio. Chloe, absorta na edição de fotos de um amanhecer nos Alpes, sobressalta-se. Número desconhecido. Hesita, mas a curiosidade, um traço marcante em sua personalidade, a vence. — Alô? — Sua voz soa um pouco rouca, reflexo do sono que lutava para afastar. Do outro lado da linha, um silêncio tenso precede a voz masculina, grave e ligeiramente rouca, que quebra o silêncio. — Chloe Blanc? Precisa sair daí. Agora. O tom é urgente, quase um sussurro. Chloe franze a testa, confusa. — Quem fala? Do que está falando? — Não temos tempo para explicações. Seu apartamento não é seguro. Encontre-me na Place de la Concorde, em frente ao Obelisco. Estarei em um carro preto, sem placas. — Mas… A ligação é abruptamente encerrada. Chloe fica paralisada, o celular ainda colado à orelha. O que acabou de acontecer? Um trote? Improvável, a voz soava genuinamente preocupada. Mas por que ela estaria em perigo? Seus olhos percorrem o estúdio. As paredes revestidas de fotografias de paisagens, sua paixão. A luz suave dos abajures iluminando os detalhes de cada imagem. A mesa de edição, repleta de cabos e equipamentos. Tudo parece tão normal, tão… seguro. Mas a voz… a urgência… Algo dentro dela grita para levar a sério o aviso. Chloe sempre confiou em seus instintos, e agora eles estão em alerta máximo. Em passos rápidos, ela se move pelo estúdio, desligando os equipamentos, pegando a jaqueta de couro preta que sempre a acompanha. Uma olhada rápida no espelho: os longos cabelos negros, levemente ondulados, emolduram o rosto de traços delicados, os olhos verdes agora arregalados pela apreensão. A chave do carro na mão, a bolsa a tiracolo contendo seus documentos e um pouco de dinheiro. Antes de sair, um último olhar para o estúdio, seu refúgio, seu porto seguro. Uma pontada de tristeza a invade. O que está deixando para trás? Para onde está indo? A noite parisiense a recebe com um vento frio e cortante. As luzes da cidade, antes tão vibrantes e acolhedoras, agora parecem ameaçadoras, escondendo perigos nas sombras. A Place de la Concorde não é perto, e a ideia de dirigir sozinha pela noite a assusta. Ela respira fundo, tentando controlar o pânico. Precisa ser racional, precisa confiar em seus instintos. Jake, quem quer que seja, disse para encontrá-lo. E, no momento, ele parece ser sua única esperança. O som de um carro se aproximando quebra o silêncio da noite. Os faróis brilham intensamente, ofuscando sua visão por um instante. Um carro preto, sem placas, diminui a velocidade e para a poucos metros de onde ela está.
2Chapter 2▾
O carro preto surge na escuridão como um predador à espreita. Chloe hesita, observando-o com cautela. A forma como ele se move, lento e silencioso, intensifica a sensação de perigo. No entanto, a promessa de respostas e a urgência que a consomem a impulsionam para frente. Aproximando-se do veículo, percebe que os vidros são fumê, impedin...
O carro preto surge na escuridão como um predador à espreita. Chloe hesita, observando-o com cautela. A forma como ele se move, lento e silencioso, intensifica a sensação de perigo. No entanto, a promessa de respostas e a urgência que a consomem a impulsionam para frente. Aproximando-se do veículo, percebe que os vidros são fumê, impedindo qualquer visão do interior. O motor ronrona baixo, como um aviso. A porta do passageiro se abre, revelando um interior escuro e convidativo. Uma voz masculina, a mesma da ligação, emerge das sombras. — Entre. Não temos tempo a perder. A voz é firme, autoritária, mas soa um pouco mais suave do que antes. Chloe engole em seco, lutando contra a hesitação. Confiar em um estranho, em um carro sem placas, no meio da noite… parece loucura. Mas a alternativa, ficar parada, esperando que o perigo a encontre, é ainda mais assustadora. Respirando fundo, ela entra no carro. O interior é luxuoso, com bancos de couro macio e um aroma sutil de madeira. O homem ao volante é um borrão na penumbra, mas Chloe distingue a silhueta forte e a postura tensa. — Quem é você? — pergunta, a voz tremendo levemente. — O que está acontecendo? O homem não responde de imediato. Liga o carro e arranca, afastando-se da Place de la Concorde. As luzes da cidade deslizam pelas janelas, criando um efeito hipnótico. — Meu nome é Jake — diz ele, finalmente. — E você está em perigo. Um perigo muito maior do que pode imaginar. — Que tipo de perigo? Quem está atrás de mim? — Não posso dizer agora. Não aqui. Precisamos chegar a um lugar seguro primeiro. Chloe se cala, sentindo o medo se infiltrar em cada célula do seu corpo. O silêncio no carro é denso, opressivo. Ela observa Jake, tentando decifrar suas intenções. Quem é esse homem? Por que a está ajudando? O que ele sabe que ela não sabe? A mente de Chloe corre a mil, tentando juntar as peças desse quebra-cabeça. Sua vida sempre foi tão normal, tão pacata. Como, de repente, se viu no meio de uma trama misteriosa e perigosa? Enquanto as perguntas a consomem, Jake dirige pelas ruas desertas de Paris. O carro desliza suavemente, como se flutuasse sobre o asfalto. Chloe não reconhece o caminho. Para onde ele a está levando? De repente, Jake freia bruscamente. O carro para em frente a um prédio antigo, de fachada imponente e janelas fechadas. O lugar exala mistério, com uma aura de segredo e abandono. — Chegamos — anuncia Jake, desligando o motor. — É aqui que vamos ficar por enquanto. Ele sai do carro e contorna-o, abrindo a porta para Chloe. Ela hesita novamente, mas a determinação de encontrar respostas a impele a segui-lo. Ao sair do carro, Chloe nota que um homem alto e corpulento aguarda na entrada do prédio, com um olhar fixo e inexpressivo. Ele veste um sobretudo escuro e tem as mãos escondidas nos bolsos. Sua presença intimidadora faz com que Chloe se sinta ainda mais apreensiva.
3Chapter 3▾
Jake percebe o medo estampado no rosto de Chloe. Ele se aproxima, colocando uma mão suave em seu ombro. — Fique calma — diz ele, com a voz carregada de sinceridade. — Ninguém aqui quer machucar você. Assim que entrarmos, eu te explico tudo. Chloe olha nos olhos de Jake, buscando um sinal de engano. Mas o que vê é apenas preocupação e um...
Jake percebe o medo estampado no rosto de Chloe. Ele se aproxima, colocando uma mão suave em seu ombro. — Fique calma — diz ele, com a voz carregada de sinceridade. — Ninguém aqui quer machucar você. Assim que entrarmos, eu te explico tudo. Chloe olha nos olhos de Jake, buscando um sinal de engano. Mas o que vê é apenas preocupação e um desejo genuíno de protegê-la. Ela respira fundo, tentando controlar o tremor que percorre seu corpo. — Tudo bem — responde, finalmente. — Eu confio em você. Jake sorri levemente, aliviado. Ele a guia em direção à entrada do prédio, onde o homem de sobretudo continua parado, impassível. Ao se aproximarem, o homem abre a porta, revelando um corredor escuro e empoeirado. — Boa noite, Sr. Jake — diz o homem, com uma voz grave e rouca. — Boa noite, Stefan — responde Jake. — Esta é a Chloe. Ela está sob nossa proteção agora. Stefan acena com a cabeça, sem esboçar nenhuma emoção. Ele se afasta para dar passagem a Jake e Chloe. Ao entrarem no prédio, Chloe sente um arrepio percorrer sua espinha. O lugar é frio e úmido, com um cheiro forte de mofo e abandono. A iluminação é precária, com apenas algumas lâmpadas fracas iluminando o caminho. — Onde estamos? — pergunta Chloe, com a voz trêmula. — Este é um lugar seguro — responde Jake, guiando-a pelo corredor. — Ninguém vai nos encontrar aqui. Eles caminham por alguns minutos, passando por várias portas fechadas e salas vazias. O silêncio é quebrado apenas pelo som de seus passos e pelo gotejar constante de água. Chloe se sente cada vez mais apreensiva. O que está acontecendo? Quem está atrás dela? E por que Jake a trouxe para este lugar? Finalmente, eles chegam a uma porta no final do corredor. Jake a abre, revelando uma sala pequena e aconchegante. Há uma lareira acesa, com um fogo crepitante que ilumina o ambiente. Uma mesa de madeira rústica ocupa o centro da sala, com duas cadeiras dispostas em frente a ela. Há também uma estante cheia de livros e um sofá confortável encostado na parede. — Sente-se — diz Jake, indicando uma das cadeiras. — Vou te explicar tudo o que está acontecendo. Chloe se senta, aliviada por finalmente ter um lugar para descansar. Ela observa Jake enquanto ele fecha a porta e se senta na cadeira em frente a ela. Ele parece cansado e preocupado, mas seus olhos brilham com determinação. — Por onde eu começo? — diz ele, suspirando. — Bem, acho que o mais importante é você saber que sua vida está em perigo. Há pessoas muito poderosas que querem te machucar. — Por quê? — pergunta Chloe, desesperada. — O que eu fiz? — Você não fez nada — responde Jake. — O problema é quem você é. Ou melhor, quem você está destinada a ser. Antes que Jake possa continuar, ouvem-se batidas fortes na porta. Ambos se assustam e se entreolham apreensivos. Jake levanta-se rapidamente, com o rosto crispado de preocupação, e sussurra para Chloe. — Fique aqui. Não importa o que aconteça.




