A casa de Iron e os segredos da floresta de Ebonwood
Public Story

A casa de Iron e os segredos da floresta de Ebonwood

Uma brisa gélida corta o vale de Ysgaroth, açoitando o teu rosto. O ano é 1347.

SilentZenith600
AuthorSilentZenith600
Created13. January 2026
Chapters42

Story context

World description

Universe for this story: era medieval

Character introduction

Loukan

Loukan

Role: guerreiro e cavaleiro negro de origem humilde. Porém disciplinado e muito forte. Filho de Hyldebran, casa esquecida mas honrada.

Chapter samples

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Chapter 1
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Uma brisa gélida corta o vale de Ysgaroth, açoitando o teu rosto. O ano é 1347. Vestes a armadura negra, cada placa polida refletindo a luz pálida da lua como um espelho sombrio. A espada ancestral, 'Noite Silenciosa', repousa na bainha, um peso familiar contra a tua coxa. És Loukan Iron, filho de Hyldebran Iron, um nome quase esquecido n...

Uma brisa gélida corta o vale de Ysgaroth, açoitando o teu rosto. O ano é 1347. Vestes a armadura negra, cada placa polida refletindo a luz pálida da lua como um espelho sombrio. A espada ancestral, 'Noite Silenciosa', repousa na bainha, um peso familiar contra a tua coxa. És Loukan Iron, filho de Hyldebran Iron, um nome quase esquecido nos anais da nobreza, mas gravado a fogo no teu coração. Hyldebran foi um grande Lord e Um guerreiro extremamente hábil na arte da guerra, ensinou tudo que sabia a seu filho Loukan, desgostoso do esquecimento do rei agora se dedica exclusivamente à sua família na mesma aldeia que agora em ruínas um dia protegeu. A Casa Iron perdeu sua força e prestígio e agora sobrevivendo apenas com duas gerações pai e filho, fora grande um dia, possuía castelo e povoados sob seu domínio, tinha cerca de mil homens guerreiros que compunham o exército do rei, mas que foram mortos na última batalha contra os bárbaros que quase dizimou o reino, e depois a peste que assolou a nação levou muitos mas principalmente os de sua casa. Morreram como heróis. Agora deu pai com sessenta anos cuidava de sua mãe Amly e seus irmãos Bya e Arthor 12 e 8 anos sequencialmente. A disciplina e a força, legados do teu pai, são as únicas armas que possuis, além da honra que teima em arder, mesmo nas horas mais sombrias. Observas o acampamento à distância. As tochas crepitam, lançando sombras dançantes sobre as tendas. Homens – mercenários, na sua maioria – reúnem-se em torno do fogo, bebendo e contando histórias. A missão é simples, pelo menos na teoria: escoltar Lorde Alaric até à cidade de Eldoria, atravessando a floresta de Ebonwood, conhecida pelos seus perigos e mistérios. Um trabalho sujo, mas que te permite honrar o nome da tua família e, quem sabe, recuperar o prestígio perdido. No entanto, algo está errado. Um pressentimento gela o teu sangue. A atmosfera está carregada, como antes de uma tempestade. Lorde Alaric, um homem gordo e vaidoso, com um sorriso pegajoso e olhos que nunca encontram os teus, parece mais ansioso do que o habitual. Ele não consegue ficar parado, anda de um lado para o outro. De repente, um grito rasga a noite. Vem da floresta. Um grito agudo, animalesco, seguido por um silêncio sepulcral. Os mercenários calam-se, as mãos instintivamente nos cabos das espadas. Lorde Alaric engasga-se com o vinho, o rosto pálido sob a luz das tochas. O teu instinto grita. Sabes que algo terrível está prestes a acontecer. A tua mão aperta o cabo de 'Noite Silenciosa'. O que fazer? Ir verificar a origem do grito, ou proteger Lorde Alaric, cumprindo o teu dever?

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Chapter 2
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A decisão ferve dentro de ti como metal em brasa. A honra dita proteger Lorde Alaric, mas o grito... o grito ecoa como um prenúncio de desgraça. Ignoras a hesitação dos mercenários e a palidez crescente de Alaric. A tua armadura ressoa enquanto te moves, cada passo firme na terra batida. "Ficarei de vigia," announces, a tua voz firme, ec...

A decisão ferve dentro de ti como metal em brasa. A honra dita proteger Lorde Alaric, mas o grito... o grito ecoa como um prenúncio de desgraça. Ignoras a hesitação dos mercenários e a palidez crescente de Alaric. A tua armadura ressoa enquanto te moves, cada passo firme na terra batida. "Ficarei de vigia," announces, a tua voz firme, ecoando pela clareira. "Investigarei a floresta. Se algo acontecer, protejam Lorde Alaric." Não esperas por uma resposta. Empunhas 'Noite Silenciosa', a lâmina negra engolindo a luz das tochas. Adentras a floresta de Ebonwood, as árvores altas e retorcidas como garras espectrais. A escuridão é quase palpável, um véu que abafa os sentidos. O ar está denso, impregnado com um cheiro doce e nauseante, como flores em decomposição. Avanças com cautela, os sentidos aguçados. Cada ruído, cada sombra, é uma possível ameaça. O chão está coberto de folhas secas, que estalam sob os teus pés, denunciando a tua presença. Silêncio. Apenas o teu respirar compassado e o sussurro distante do vento entre as árvores. De repente, um movimento. Uma sombra que se desloca entre as árvores, rápida demais para ser um animal. Estacas os pés no chão, a espada em riste. "Quem está aí?" perguntas, a voz carregada de aço. Nenhuma resposta. Apenas o silêncio opressivo da floresta. Mas sabes que não estás sozinho. Sentes a presença, espreitando nas sombras, observando cada movimento teu. Continuas a avançar, a espada apontada para a frente. A cada passo, a tensão aumenta, como uma corda prestes a arrebentar. O cheiro doce e nauseante torna-se mais forte, quase insuportável. E então vês. No meio de uma clareira, iluminada por um raio de luar, jaz um corpo. Um corpo mutilado, desmembrado, espalhado pela terra. O sangue, ainda fresco, tinge as folhas de um vermelho púrpura. Reconheces as vestes: um dos mercenários. O horror paralisa-te por um instante. Mas a tua mente de guerreiro reage, afastando o choque. Observas o cenário com atenção. As marcas nas árvores, as pegadas no chão... algo atacou o mercenário. Algo rápido, brutal e incrivelmente forte. E então ouves. Um sussurro. Uma voz baixa e gutural, que parece vir de todas as direções ao mesmo tempo. Uma voz que gela o teu sangue e faz a tua alma tremer. "Loukan Iron..." a voz sussurra. "Sabemos quem és..." Olhas ao redor, procurando a origem da voz. Mas não vês nada. Apenas as árvores, as sombras e o corpo mutilado do mercenário. A voz continua, mais alta, mais próxima. "A tua honra é a tua fraqueza... e nós vamos usá-la contra ti..." A névoa começa a se adensar à tua volta, envolvendo-te num abraço frio e sufocante. A espada pesa na tua mão, inútil contra a ameaça invisível. O medo, gelado e penetrante, tolda a tua mente. Uma figura sombria emerge das névoas, alta e esguia, seus olhos brilhando com uma luz sinistra. A criatura avança em tua direção, com velocidade sobrenatural, emanando escuridão por onde passa.

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Chapter 3
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A criatura se move com a graça predatória de um felino, a escuridão parecendo emanar de seu próprio ser. Não há nada de natural em seus movimentos, algo de profano na maneira como desafia as leis da física. A espada "Noite Silenciosa" vibra em tua mão, como se reconhecesse um igual, um oponente digno de seu poder. Reages por instinto, o t...

A criatura se move com a graça predatória de um felino, a escuridão parecendo emanar de seu próprio ser. Não há nada de natural em seus movimentos, algo de profano na maneira como desafia as leis da física. A espada "Noite Silenciosa" vibra em tua mão, como se reconhecesse um igual, um oponente digno de seu poder. Reages por instinto, o treinamento do teu pai fluindo em teus músculos como um rio furioso. Avanças, a lâmina descrevendo um arco perfeito em direção à criatura. Ela se move com uma velocidade assombrosa, desviando do golpe com facilidade. As garras afiadas como navalhas rasgam o ar, roçando a tua armadura. O impacto estremece-te até os ossos. A criatura recua, a figura esguia pairando na névoa. Ela te observa, os olhos brilhando com uma intensidade maligna. A voz gutural ecoa novamente, preenchendo a clareira com sua ressonância sinistra. "Hyldebran... o nome ecoa em teus ossos, não é mesmo?" zomba a criatura. "A honra é uma corrente pesada, Loukan Iron. Uma corrente que te arrastará para as profundezas." Ignoras as palavras, concentrando-te na luta. Sabes que este não é um inimigo comum. Magia, talvez, ou algo pior. Avanças novamente, desferindo golpes precisos e poderosos. A criatura se esquiva, contra-ataca com ferocidade. A luta é um bailado macabro entre a luz e a sombra, a vida e a morte. Cada golpe, cada defesa, é uma questão de sobrevivência. As garras da criatura encontram um ponto fraco na tua armadura, abrindo um rasgo na carne. Uma dor lancinante percorre o teu corpo, mas a ignoras. A adrenalina corre em tuas veias, alimentando a tua fúria. "Não podes me derrotar!" grita a criatura, a voz cheia de ódio. "Sou a escuridão que reside em teu coração, a sombra que te persegue desde o nascimento!" Contra-atacas com um golpe certeiro, a espada encontrando a carne da criatura. Um grito agudo ecoa pela floresta, seguido por um silêncio repentino. A criatura cambaleia para trás, a escuridão que a envolvia dissipando-se como fumaça. Ela olha para ti com um misto de surpresa e raiva. "Isto... isto não é o fim," sussurra a criatura, antes de se desfazer em pó. Ficas ali, ofegante, a espada em riste. A névoa começa a dissipar-se, revelando a clareira banhada pela luz da lua. O corpo do mercenário ainda jaz ali, um lembrete brutal da carnificina. Sabes que esta não é uma vitória. A criatura pode ter sido derrotada, mas a ameaça permanece. A floresta de Ebonwood esconde segredos sombrios, e tu, Loukan Iron, foste arrastado para o meio deles. O grito de uma coruja corta o silêncio da noite, soando quase como um aviso. Um vento forte açoita as árvores, fazendo com que as sombras dance, você olha para o corpo do mercenário caído e observa uma fenda no chão, parecendo que a floresta se abriu...

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