uma garota e um supermercado
Public Story

uma garota e um supermercado

Entro no supermercado. Silêncio.

InfiniteHarpy443
AuthorInfiniteHarpy443
Created1. January 2026
Chapters9

Story context

World description

supermercado não tem ninguém

Initial situation

você está entrando sozinha supermercado até que escuta a porta do banheiro abrindo não tem ninguém aí além de você.

Objective

o seu trabalho é simples pegar um pote maionese saí de lá um desconto 50%

Character introduction

Yasmin

Yasmin

Role: sou eu

Personalitypersonalidade ou você é desmotivado mas tem um grande sonho quase impossível se tornar uma animadora famosa odeio matéria de matemática matéria você quer ser uma animadora porque quer que as crianças tinham felizes para que nenhuma faça triste Como você foi
FlawsVocê tem uma voz interior que se diz que você não vai ser na dona vida que todos te amam vão te abandonar e vão te esquecer você tenta ignorar mexendo no seu celular ou fazendo qualquer coisa que posso te distrair desse pensamentos
Appearancepedi escura cabelo preto enrolado o animação 2D animke camisa branca short azul
Backstoryos seus pais Júnior e Mara sua mãe e seu pai separação você ficou destruído por dentro mas você conseguiu superar por causa de uma pessoa seu irmão Gabriel que acabava de nascer sua mãe resolveu ter outra filha com outro pessoa e chamou o garota de Lorraine a garota que no futuro e eu destruir sua vida sem querer ... mas não falar sobre isso

Chapter samples

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Chapter 1
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Entro no supermercado. Silêncio. Um silêncio que grita, ecoando pelos corredores desertos. Que horas são? Não importa. A missão é clara: maionese, 50% de desconto, e sumir daqui antes que essa atmosfera bizarra me engula. A porta do banheiro masculino range, cortando o silêncio. Quem estaria ali? Não devia ter ninguém, o supermercado está...

Entro no supermercado. Silêncio. Um silêncio que grita, ecoando pelos corredores desertos. Que horas são? Não importa. A missão é clara: maionese, 50% de desconto, e sumir daqui antes que essa atmosfera bizarra me engula. A porta do banheiro masculino range, cortando o silêncio. Quem estaria ali? Não devia ter ninguém, o supermercado está completamente vazio. Ignoro, claro, como sempre ignoro essa voz irritante na minha cabeça que sussurra fracassos iminentes e abandonos inevitáveis. Respiro fundo e sigo para o corredor dos condimentos. A luz fluorescente pisca, projetando sombras dançantes nas prateleiras. Maionese... maionese... Ah, achei! Um pote enorme, perfeito para uns sanduíches caprichados. O preço? Salgado. Mas a etiqueta vermelha de 50% de desconto brilha como um farol, guiando-me para a salvação. Enquanto agarro o pote, sinto um arrepio na espinha. A temperatura despenca uns dez graus. Viro-me lentamente e vejo... nada. Só as prateleiras repletas de molhos e temperos. Devo estar ficando paranoica. Culpa daquela história idiota da Loira do Banheiro que a Lorraine vivia me atormentando na escola. "Yasmin, se você falar 'Loira do Banheiro' três vezes na frente do espelho..." Ah, vai sonhando. Mas... espera. Tem alguma coisa diferente. Uma brisa gelada emana do corredor dos banheiros. E um cheiro... um cheiro forte de cloro e... rosas? Que combinação bizarra. A porta do banheiro masculino está entreaberta agora. Antes, tinha certeza que estava fechada. A voz na minha cabeça volta a atacar. "Vão te esquecer, Yasmin. Você não é boa o suficiente. Ninguém se importa." Merda, preciso me concentrar. O Gabriel precisa de mim, a minha mãe precisa de mim... Eu preciso fazer essa animação dar certo. Aproximo-me cautelosamente do banheiro. A luz lá dentro é fraca, quase inexistente. Consigo ver um reflexo pálido no espelho embaçado. E... um sussurro. Fraco, quase inaudível, mas definitivamente um sussurro. "Ma... ione... se..." Paro, petrificada. Será que ouvi direito? Olho para o pote na minha mão. Maionese. Ela disse maionese? Isso não pode estar acontecendo. Aquela história da Loira do Banheiro... será que é verdade? O que eu faço? Corro para o caixa, pago essa maionese e saio correndo como se não houvesse amanhã, ou encaro a Loira do Banheiro e descubro o que ela quer com o meu sanduíche?

2
Chapter 2
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Toco o ar, hesitante. Frio. Como vidro. Uma parede? Aqui? No meio do corredor de um supermercado fantasma? A voz na minha cabeça ri, histérica. ´Viu? Ninguém se importa! Nem no seu mundo imaginário você consegue escapar!´ Ignoro-a, como sempre, e concentro toda a minha força nesse ponto gelado. É como se estivesse tocando em uma tela de c...

Toco o ar, hesitante. Frio. Como vidro. Uma parede? Aqui? No meio do corredor de um supermercado fantasma? A voz na minha cabeça ri, histérica. ´Viu? Ninguém se importa! Nem no seu mundo imaginário você consegue escapar!´ Ignoro-a, como sempre, e concentro toda a minha força nesse ponto gelado. É como se estivesse tocando em uma tela de computador. Uma tela que me impede de avançar, de entender o que está acontecendo. Cerro os punhos. Já enfrentei coisas piores. Já lidei com a separação dos meus pais, com a implicância da Lorraine, com a constante sensação de não ser boa o suficiente. Uma parede invisível não vai me deter. Respiro fundo e dou um soco. Com toda a força que tenho. Nada. A parede continua lá, fria e implacável. Ok, plano B. Analiso a situação com mais calma. A parede não parece mágica, nem tecnológica. É... esquisita. Olho ao redor. Maionese, ketchup, mostarda... tudo normal. Exceto pelo silêncio ensurdecedor e a brisa gelada vindo do banheiro. De repente, a ficha cai. A voz na minha cabeça se cala, surpresa. A Loira do Banheiro murmurando sobre maionese... a parede invisível... É tudo tão absurdo que só pode ser uma coisa: uma história. Eu sou uma personagem de história. E essa parede é a quarta parede. Literalmente. Dou uma risada nervosa. Que ironia. Eu, Yasmin, aspirante a animadora, presa dentro de uma narrativa maluca. Mas se eu sou a personagem, eu tenho o controle, certo? Olho novamente para a parede. Se é uma história, tem que ter uma brecha, uma fraqueza. Talvez... a maionese? Não custa tentar. Levanto o pote de maionese e o atiro contra a parede invisível. O pote voa, girando no ar, e se espatifa contra a barreira com um baque surdo. Maionese para todo lado! A parede estremece. Uma rachadura se forma, como se fosse vidro quebrado. A Loira do Banheiro grita lá dentro. Ouço um barulho de estilhaços. A rachadura se alarga. Mais um pouco... E então, a parede se estilhaça por completo, inundando o corredor com uma luz estranha e um cheiro ainda mais forte de cloro e rosas. A Loira do Banheiro está lá, parada no meio do banheiro, com um pedaço de espelho quebrado na mão e maionese escorrendo pelo cabelo loiro. Ela me encara com olhos arregalados. Mas... o que que eu faço com essa maluca fantasma agora?

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Chapter 3
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A Loira do Banheiro me encara, o espelho quebrado pingando maionese, e eu a encaro de volta, com a minha camisa branca agora decorada com respingos cremosos. O silêncio paira, denso como a própria maionese. De repente, meus olhos focam em algo no chão do banheiro, entre os cacos de espelho e os restos do meu ataque culinário: um livro. Um...

A Loira do Banheiro me encara, o espelho quebrado pingando maionese, e eu a encaro de volta, com a minha camisa branca agora decorada com respingos cremosos. O silêncio paira, denso como a própria maionese. De repente, meus olhos focam em algo no chão do banheiro, entre os cacos de espelho e os restos do meu ataque culinário: um livro. Um livro com uma capa brega, rosa-choque, e letras douradas reluzentes. Me aproximo, cautelosa, desviando dos cacos. A Loira do Banheiro não se move, apenas me observa com aqueles olhos arregalados e esquisitos. Me abaixo e pego o livro. A capa grita: "How to Find Your Happily Ever After". Que título mais cafona. Quem deixaria um livro desses jogado no chão de um banheiro de supermercado? Abro na primeira página. Em letras cursivas e com glitter, está escrito: "Para a personagem principal da sua própria história". A voz na minha cabeça volta a atacar, com força total. ´Não se iluda, Yasmin! Você nunca vai ter um final feliz! Você é só uma coadjuvante, uma figurante!´ Reviro os olhos e tento ignorá-la. A Loira do Banheiro se aproxima lentamente, esticando a mão em direção ao livro. "Eu... eu posso?", ela sussurra, a voz rouca e fraca. "Você sabe ler?", pergunto, surpresa. Ela assente, timidamente. "Eu... eu nunca tive um final feliz." Que deprimente. Uma Loira do Banheiro que não teve um final feliz. A vida é realmente uma piada. Mas... talvez esse livro possa nos ajudar. Talvez ele possa me ajudar a encontrar a motivação para terminar minha animação, a superar essa voz irritante na minha cabeça e a finalmente ser feliz. E talvez possa ajudar a Loira do Banheiro a encontrar a paz, ou sei lá o que fantasmas querem. Abro o livro em uma página aleatória. "Capítulo 3: Identifique o seu vilão interior." Olho para a Loira do Banheiro, que me observa com curiosidade. Ela parece genuinamente interessada. Aponto para o título do capítulo. "Acho que nós duas temos um vilão interior para enfrentar." Ela franze a testa, confusa. "Vilão?" De repente, um estrondo ecoa pelo supermercado. As luzes piscam e se apagam, mergulhando tudo na escuridão. Gritos agudos vêm de todos os lados. Não pode ser... O supermercado não está mais vazio. Está cheio de gente. Pessoas correndo, gritando, em pânico. E todas elas estão olhando para nós duas. Mas o que está acontecendo?

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